O corpo inserido na modernidade e na contemporaneidade. Presenciamos novos modos de aprisionamentos?

Romenik Tiago Queiroz

Resumo


É por meio do corpo que os indivíduos expressam as suas subjetividades no social. As pessoas ao realizarem intervenções sobre os seus corpos, declaram os seus gostos, preferências e as suas visões de mundo. Esse artigo é inspirado nas análises empreendidas por Guattari e Rolnik acerca das construções subjetivas atuais. O corpo passa a ser analisado por esse trabalho como um objeto dotado de história, capaz de manifestar através de sua imagem as experiências vivenciadas por cada pessoa. O corpo não seria apenas um organismo funcional determinado pelas leis da natureza, mas um objeto das ações dos próprios sujeitos. É por meio dessa concepção do corpo, considerado como um “objeto moldável”, que procuramos compreender se as práticas de intervenções corpóreas, realizadas pelo homem contemporâneo, seriam suficientes para manter os seus corpos sob a égide dos estilos de vida organizados em torno dos valores capitalistas. O método adotado por esse trabalho é qualitativo. Esse artigo é oriundo da pesquisa de Mestrado em Psicologia que realizei. O objetivo desse trabalho é analisar os corpos contemporâneos, considerando a alta produção industrial a qual vivenciamos, sejam por meio da ciência ou pelas ofertas de objetos supérfluos. A intenção é responder um questionamento a respeito do modo como os corpos vêm sendo utilizados pelos próprios sujeitos contemporâneos. Poderíamos falar em liberdade ou novos modos de aprisionamentos? 


Palavras-chave


Corpo. Ciência. Consumo.

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